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terça-feira, 24 de abril de 2012
Hoje resolvi inaugurar a categoria Resolução de Questões da coluna Cantinho dos Concursos, com a finalidade de expor alguns
exercícios que achar interessante comentar, com os respectivos gabaritos e
justificativas. Como se sabe o treino mediante exercícios é parte essencial da
jornada rumo à aprovação. Afinal, é praticando que se aprende e apreende!
Obs.1: os títulos das postagens desta categoria serão iniciados pela sigla
"RQ" (Resolução de Questões) e seguidos pelo nome da disciplina e
banca organizadora.
Obs.2: criei esta categoria com o objetivo de receber de vocês, leitores, comentários acerca das questões, tanto para discordar quanto para complementar. Portanto, espero que vocês participem ativamente da nossa nova tag. Vale lembrar que todas as opiniões devem ser respeitadas e os "colegas" tratados com cordialidade.
Obs.3: quem tiver alguma sugestão de questão, gentileza enviar um e-mail para o contato do blog para que eu possa analisar a possibilidade de publicação.
Vamos aos trabalhos!
- CONCURSO: Petrobrás Distribuidora – Profissional Jr. (Direito) – nível superior - federal.
- ANO: 2010. BANCA: Cesgranrio. DISCIPLINA: Direito Civil.
As proposições a seguir apresentam uma caracterização de posse seguida
de uma explicação que encontra fundamento legal, EXCETO,
a) até prova em contrário, a posse mantém suas
características iniciais / fato este que envolve tanto suas qualidades como sua
origem.
b) a posse existe como um todo unitário e
incindível / é a presença ou ausência de certos elementos que vai
especificá-la.
c) a posse justa não tem vícios desde a origem /
se os detentores mantêm a coisa em seu poder.
d) a violência estigmatiza a posse / sendo
violenta, a posse não merece a proteção do direito.
e) a posse precária representa a frustração da
confiança / tal precariedade ocorre em momento posterior à apreensão da coisa.
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Gabarito: C
Justificativa:
Parece que o erro constante da alternativa “C” está em que a posse pode
ser justa desde a origem ou tornar-se justa posteriormente. Esta questão é
controversa. Parece que também há erro na explicação, ao passo em que a mera
detenção não induz a posse, portanto, ser detentor da coisa não pode ser
tida como explicação para a posse justa.
Percebi no site Questões de Concursos que muitas pessoas comentaram no
sentido de que a alternativa “D” também estaria incorreta, sob o fundamento de que
a posse violenta gozaria de certa proteção jurídica. A meu ver, tal afirmação
não e verdadeira e a alternativa “D”está correta (conforme gabarito definido
pela banca) pelos motivos que posso a expor:
1) Primeiramente é necessário relembrar o conceito de posse justa, bem
como o coneito de posse de boa-fé, respectivamente:
"Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou
precária."
"Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou
o obstáculo que impede a aquisição da coisa."
Como se pode ver, trata-se de conceitos distintos.
2) O caso da usucapião extraordinária, conforme art. 1.238 do CC, é
cabível mesmo quando ausente a boa-fé.
"Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem
oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,
independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o
declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de
Registro de Imóveis."
Assim sendo, não é cabível a usucapião extraordinária para os casos de
posse injusta, somente nos casos de posse de má-fé.
Neste sentido, artigo publicado no jus navigandi: "A usucapião
extraordinária eximiu o pretendente à aquisição originária de demonstrar boa fé
ou apresentar título, no entanto manteve a exigência de advir a pretensão de
posse justa."
3) Deste modo, excluída a possibilidade de proteção jurídica à posse
injusta por meio da usucapião extraordinária, o que nos resta é o art. 1.208 do
CC, que proíbe a aquisição da posse nos casos de atos violentos, enquanto durar
a violência.
"Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera permissão ou
tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou
clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade."
Pela redação do referido dispositivo legal, a a posse somente gozará de
proteção após cessada a violência, ou seja quando deixar de ser violenta.
Ademais, pela letra fria da lei, poder-se-ia dizer, ainda, que nem mesmo
estaria configurada a posse, pois a violência, conforme dispõe o art. 1.208 do
CC, obsta a própria configuração da posse, motivo pelo qual não se poderia
cogitar de utilização do instituto da usucapião, que pressupõe a posse.
Pelos argumentos acima expostos, acredito que a alternativa "D"
esteja realmente correta.
quinta-feira, 22 de março de 2012
CONCENTRAÇÃO:
1) Controle de Contingências: o primeiro passo é controlar o ambientem de estudo e a autossabotagem.
2) Exercícios Sensoriais (visão, audição, olfato, figura abstrata e tato): são treinamentos que e vemos fazer a cada 02 dias, escolhendo um tipo de cada vez. É bom fazer um quadro para marcar quantas vezes foi realizado cada tipo de exercício.
Todos os exercícios têm duração de 03 minutos e requerem o uso de despertador, para não ficar controlando o tempo durante o treinamento, sob pena de ineficácia.
Veremos adiante quais são os exercícios para cada sentido.
2.1) Visão: escolher um objeto qualquer e ficar olhando fixamente para ele e toda vez que vier à cabeça qualquer pensamento dissociado do objeto escolhido, anotar em um papel - isso mostra quantas vezes você se desconcentrou. Este exercício é muito difícil, pois a ansiedade gerada por ela por si só prejudica a capacidade de concentração.
Após terminar o tempo, deve-se fazer um gráfico de nº. de práticas X nº. de distrações. Com a prática deste exercício, o nº. de distrações tende a diminuir até se estabilizar - o gráfico serve para comparar o seu desenvolvimento. Se der um "pico" aleatório no gráfico, é porque o leitor está mais ansioso e, portanto, mais distraído. Obs.: os gráficos servem para todos os exercícios sensoriais.
2.2) Audição: escolher uma música (de preferência clássica) e ficar tentando escutar somente o ritmo instrumental enquanto escuta 03 minutos da música.
2.3) Olfato: escolher vários cheiros fortes e tentar sentir apenas um deles. Pode ser estranho, mas é relevante para concurso no caso de o concursando se desconcentrar ao sentir determinados cheiros no ambiente.
2.4) Figura Abstrata: trata-se de um exercício de emissão ideal para prova oral (para não perder a linha de raciocínio durante a exposição). Deve-se escolher um desenho imaginário, traçá-lo no ar com o dedo e tentar guardá-lo na mente. Quando o desenho sumir, deve-se fazer outro. Com o passar do tempo, conseguimos guardar mais imagens.
2.5) Tato: pode envolver imaginação, ao invés do tato em si. Ex.: imaginar que pegou um gelo e tentar não pensar em outra coisa senão a sensação do gelo.
Obs.1: teste do "Céu Estrelado" - fixar em uma só estrela. Chegará um momento em que deixa-se de ver as outras e enxerga-se apenas a estrela escolhida. Isto se deve ao fato de os estímulos externos em um ambiente em que estamos concentrados tendem a ser ignorados. É o que ocorre com tudo que é constante (ex.: só percebemos que o ar condicionado é barulhento quando ele é desligado. Já o telefone, ao tocar, desconcentra, pois não é algo constante).
Obs.2: você deve fazer exercícios para os sentidos que realmente geram desconcentração para você e isto é individual.
MITOS E VERDADES:
1) Alimentação que auxilia a memória (ginseng, ginkgo-biloba, etc): não há comprovação científica quanto ao efeito destas substâncias sobre a memória, mas fatores fisiológicos são importantes, portanto se alimentar mal prejudica o cérebro.
2) Hidratação: não há estudo que comprove que beber X litros de água por dia melhora a memória. Mas não podemos ficar desidratados porque os fatores fisiológicos influenciam na capacidade cerebral.
3) Alzheimer pode ser evitado/controlado com exercícios: não há base científica para tal afirmação.
4) Sono: é durante o sono que se consolida a memória de longo prazo, então, dormir bem é necessário.
Dicas: utilizar o quarto apenas para dormir, conforme já explicado; praticar atividades físicas regulares.
Não se recomenda o uso de medicamentos, pois gera dependência por atingir o sistema nervoso central.
5) Ritalina (remédio para transtorno de déficit de atenção): é, na verdade, para pessoas que não conseguem controlar a tensão. A ritalina funciona, mas há danos colaterais maiores em quem toma o medicamento sem realmente ser portador do transtorno.
Chegamos ao final do resumo do curso de memorização, queridos colegas. Espero que tenha sido útil e que vocês apliquem os conhecimentos adquiridos à rotina de estudos!
* Mais dicas em http://www.supermemoria.com.br. Twitter: @supermemoria.
* Para assistir ao curso completo, que é gratuito, clique aqui.
quarta-feira, 21 de março de 2012
LEITURA:
Obs.: Cortando-se a palavra ao meio horizontalmente, é mais fácil entendê-la lendo a parte superior (ex.: memorização).
COMO LER MAIS RÁPIDO E MELHOR:
1) Rota Lexical: palavras de alta frequência são lidas rapidamente, pois de fácil identificação (ex.: casa).
2) Rota Fonológica: palavras de baixa frequência (ex.: aristocracia).
3) Não existe memória fotográfica para ler, pois a memória não é uma foto, consiste em vários gatilhos ao acionados ao mesmo tempo. Portanto, a leitura fotográfica não funciona, tendo em vista que o importante na leitura é a retenção, conforme estudos da NASA.
4) A forma ideal de ler melhor e mais rápido é simplesmente ler cada vez mais, pois somente assim aumentamos a frequência dos vocábulos e passamos a ler em uma velocidade maior. É por isso que quando lemos um artigo da nossa área, lemos muito mais rápido.
5) A leitura é feita por pausa, pois o olho humano não consegue ler enquanto fechado, por isso, são feita pequenas pausas (de milésimos de segundo).
VÍCIOS DE LEITURA:
1) Vocalização: repetir em voz alta o que está lendo.
2) Subvocalização: voz interior que repete o que lemos dentro de nossas cabeças. É o vício mais difícil de ser eliminado.
Dicas para combater este vício:
a) pensar em alguma palavra simples repetidamente durante a leitura. Trata-se somente de um exercício, não deve-se passar a ler desta maneira; e,
b) contar mentalmente de 10 a 01. Também é somente um exercício.
3) Retrocesso Involuntário: consiste em ler um trecho do texto e voltar e reler para verificar se realmente entendeu. Pode ser comparado a um "tique nervoso", pois o leitor sabe que compreendeu o trecho e mesmo assim volta como garantia. Este vício é muito prejudicial à leitura, pois a memória funciona melhor com o agrupamento e com a visão geral e lendo em trechos e fazendo pausas, este processo é interrompido, pois perdemos os vínculos.
4) Falta de Vocabulário: ao encontrar uma palavrinha desconhecida interrompe-se a leitura para buscar o significado no dicionário. Este vício também interrompe o processo e prejudica a memória. O ideal é escrever as palavras desconhecidas no alto da página e somente após finalizar a leitura do texto recorrer ao dicionário. Deste modo, expande-se o vocabulário sem prejudicar o processo de leitura.
* Para assistir ao curso, que é gratuito, clique aqui.
segunda-feira, 12 de março de 2012
MEMORIZAÇÃO DE LEIS E MATÉRIAS JURÍDICAS:
1) Força Bruta: consiste em repetir exaustivamente aquilo que foi lido.
Para otimizar, tente ler a frase e depois tampá-la e repetir sem olhar novamente. Vá aumentando o número de frases que tampar. Esta técnica cria gatilhos do que ficar relendo o texto inteiro várias vezes.
2) Palácio da Memória: trata-se de uma técnica restrita mediante a qual seleciona-se previamente os gatilhos que funcionarão de maneira indexada (independente da ordem), reforçando tais gatilhos.
Como fazer? Escolhemos um caminho (um local, por exemplo, um cômodo da casa e objetos que estão neste local) e nele codificamos a informação a ser memorizada (ex.: aquecedor codifica o ressarcimento do erário - imaginar um monte de notas de dinheiro sendo queimadas no aquecedor). Consiste em criar um gatilho visual para interagir com o palácio da memória.
Está técnica dá muito trabalho para fazer, então, deve-se analisar o custo-benefício de sua adoção. No entanto, depois que cria-se a codificação fica mais fácil.
3) Acrônimos: siglas formadas com iniciais de palavras utilizadas como gatilho (ex.: L.I.M.P.E. - princípios da Administração Pública).
Esta técnica não resolve todos os problemas, mas ajuda bastante. É interessante guardar a quantos itens a sigla se refere.
Crítica: lembrar o macete, mas esquece o que ele significa: trata-se de uma falha que acontece quando não se dá importância real à matéria.
4) Paródias: fazer músicas, ler cantando, etc. Existem várias paródias já disponíveis na rede.
É bom porque pode ser utilizada enquanto desempenha outra atividade (no carro, academia, etc.).
É interessante escrevê-las ao lado dos mapas mentais.
5) Mapas Mentais: palavras-chaves e desenhos são utilizados para criar um ícone para cada assunto, desenvolvendo novos códigos de memória (gatilhos), o que fortalece a memorização.
Os ícones não necessariamente têm que ter relação com o tópico a ser memorizado, deve apenas servir como um gatilho que funcione para quem está fazendo o mapa mental (ex.: injeção como gatilho para mandado de injunção).
O mapa mental é indicado para uma revisão de maneira bem rápida: ao visualizar, reconhece-se aquilo que já se sabe. É necessário fazer uma reavaliação semanal dos novos conhecimentos, para analisar o que realmente precisa ser revisado mais vezes, o que é individual.
Pode ser interessante utilizar o mapa mental para fazer uma historinha para se chegar à resposta a um questionamento.
O "preço" que se paga pela adoção desta técnica é mais baixo que o do palácio da memória.
O efeito dos mapas mentais é potencializado quando integrado com acrônimos. Aliás, integrar técnicas diferentes é a melhor maneira de memorizar!
* Para assistir ao curso, que é gratuito, clique aqui.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
ESTRUTURAS DE TEXTO:
1) Dados arbitrários: tais espécies de dados não devem ser compreendidos, mas simplesmente decorados (ex.: prazo de 05 dias - é inútil entender o motivo de ser 05 dias, pois foi mera escolha do legislador). Neste caso devem ser realmente adotadas técnicas de memorização.
2) Contrastes: para itens que se contrastam a melhor técnica é a confecção de quadros sinópticos de modo a facilitar a comparação entre eles - assim visualizamos os motivos por trás da matéria (ex.: quadro sobre competência).
3) Processos: funcionam muito bem com a técnica dos mapas mentais.
4) Informação abstrata: a técnica mais adequada é compreender os princípios por trás do tema e fazer exercícios.
5) Conceitos: recomenda-se a utilização de mapas mentais.
GRADIENTE DE META:
Se criamos metas bem definidas de estudo, estudamos melhor. A meta não pode ser muito ampla, pois somos mais eficientes e rápidos em alcançar metas mais bem delineadas e restritas e, assim, não damos chance para a perda de concentração.
TÉCNICAS DE MEMORIZAÇÃO:
1) Ferramenta de Seleção de Texto:
1.1) Grifa-texto: o problema mais comum é não saber o que não deve ser grifado. Quando grifamos quase tudo, o que fica destacado é exatamente aquilo que não está grifado. Portanto, devemos grifar somente aquilo que não podemos esquecer. Nunca devemos grifar mais que 10% de um texto.
Uma dica interessante é criar uma legenda para diferentes cores de grifo, caso haja muita coisa importante a se grifar em um mesmo texto. Aliás, não devemos grifar tudo aquilo que é importante, mas apenas o que não será lembrado sem ajuda de alguma técnica.
Quando há dúvida ou dificuldade em um tema, achamos tudo importante e que vamos esquecer, criando uma tendência a grifos excessivos. Nestes casos, a melhor técnica não é o grifo, mas o "título" (escrever palavras-chaves e títulos ao redor do texto).
Conclusão: grifa-texto serve para quando se está familiarizado com o tema, servindo apenas para lembrar um dado ou outro.
1.1) Títulos: técnica consistente em colocar chaves na lei ou texto e dar nomes para a fração selecionada. Trata-se de uma maneira de categorizar a matéria, auxiliando na releitura. Lembrem-se que, conforme já visto, o cérebro busca mais facilmente as informações organizadas em categorias.
1.1) Resumos: resumos muito extensos auxiliam o estudo apenas no momento de sua confecção, pois nos mantemos mais concentrados durante esta atividade de escrita. Portanto, não é das melhores técnicas de memorização especificamente, mas uma boa ferramenta de estudo.
O ideal é adotar uma forma de anotação que possibilite a organização do pensamento e a utilização como uma revisão, que não pode ser longa, para não correr o risco de não ser relida.
Obs.: quando fazemos "cola", estamos estudando com palavras-chaves - por isso que confecciona a "cola" acaba não precisando utilizá-la na hora da prova, já que a matéria foi memorizada. Não se trata de um incentivo à "cola", mas, quando fizermos um mapa mental, devemos pensar como se estivéssemos fazendo uma "cola".
Para assistir ao curso, que é gratuito, clique aqui.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MEMÓRIA:
1) Localização: é interessante criar um vínculo com o ambiente de estudo.
2) Emoção: as emoções, por serem marcantes, geram o fenômeno da "memória de flash". A chance de se lembrar é potencializada quando nos envolvemos emocionalmente com o objeto de estudo. Portanto, por mais difícil que seja, é importante criar uma afinidade e uma relação de prazer com as diversas matérias estudadas.
3) Sensação: quanto mais gatilhos de memórias sensoriais tivermos, mais facilmente memorizamos um assunto (ex.: estudar a mesma matéria em voz alta, ouvindo, desenhando, etc.). Tal efeito se deve ao fato de que a memória ativada por diversos gatilhos diferentes se espalha mais no córtex cerebral. Também é bom variar as estratégias (ex.: dar aula, fazer resumo, etc).
4) Monitoramento da Memória: quando algo é muito comum ou fácil, criamos a certeza de que vamos lembrar, o que, na verdade, faz com que esqueçamos, pois subestimando um assunto, não ativamos o nosso monitoramento, que costuma ser ativado quando enxergamos determinado tema como de difícil compreensão.
5) Intervalos: quando não gostamos muito de uma atividade nos casamos mais facilmente e aprendemos menos. Como estudar não é tão estimulante, precisamos de intervalos para descansar. Solução: a cada hora de estudo, devemos fazer 10 minutos de intervalos - neste tempo, o ideal é fazer algum tipo de movimento físico para oxigenar o cérebro e evitar conversar ao telefone, checar a internet etc., pois acabamos ultrapassando o curto intervalo que temos.
6) Confiança: não podemos ser confiantes demais, pois subestimamos um tópico e acabamos esquecendo (vide monitoramento de memória). Também não podemos ser confiantes "de menos", uma vez que, superestimando um assunto, não nos esforçamos para memorizá-lo.
7) Observação: conforme visto anteriormente no curso, é de extrema importância observar atentamente o objeto de estudo.
8) Ideia de Conjunto: antes de subdividir um assunto, é necessário ter sua visão global, sob pena de prejudicar a memorização. Devemos partir do geral para, somente depois, particularizar.
9) Flash Cards - Reminiscência: trata-se de pequenos cartões utilizados para anotar algum tema que temos dificuldade em memorizar. Esta técnica é mais eficiente do que repetir exaustivamente uma palavra ou frase. Os cartões devem ser lidos 05 vezes por dia.
10) Interesse: sempre existem disciplinas ou tópicos de que gostamos mais ou menos, mas temos que criar um interesse por todos, mesmo que de maneira forçada.
11) Entendimento: somente aquilo que realmente entendemos é memorizado corretamente.
CRIANDO UMA BASE PARA ESTUDAR MELHOR:
1) Cada indivíduo tem um método de estudo, o que é pessoal. O importante é ler, compreender e ai final conseguir falar sobre aquilo com propriedade.
2) Dica: para quem não sabe nada sobre as matérias a serem estudadas, não é ideal estudar vários temas ao mesmo tempo, haverá mais resultado se tiver poucas matérias em foco (é mais estimulante, pois, nos temas estudados, os resultados em provas e exercícios será destacado). Passos a seguir: definir um assunto; escolher dentro do assunto um tópico específico e estudar somente ele; estudar este tema demasiadamente; fazer uma maratona de exercícios. Obs.: não significa que não se deve estudar todas as matérias, mas dar mais peso para aquelas que você não conhece muito bem. Fazendo provas é possível identificar quais são estas disciplinas.
3) Dica: para quem já tem uma maior compreensão das matérias, mas não consegue ser aprovado, o mais importante é fazer exercícios.
* Para assistir ao curso, que é gratuito, clique aqui
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
ESTRATÉGIAS EXTERNAS (ambiente de estudo, alarmes, agenda, etc.):
1) Estudar ouvindo música clássica aumenta o Q.I.? Mito. Tal premissa não foi comprovada cientificamente. O que pode acontecer são pessoas que se concentram mais em ambiente com música e assim seu rendimento é melhor (não é o meu caso. Portanto, não estou incentivando a música durante os estudos).
2) As mudanças internas (psicológicas e comportamentais) são mais importantes que os fatores externos, mas estes também devem ser levados em consideração.
3) O ideal é reproduzir no ambiente de estudo as condições da prova. Portanto, a dica é estudar em um ambiente pouco barulhento, como uma biblioteca, onde todos ficam em silêncio, mas você deve se adaptar ao barulho de papéis, canetas, etc.
4) Não devemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo - estudos comprovam que nestes casos há declínio cognitivo.
5) Solução para os problemas de sono durante o estudo: primeiramente, dormir 08 horas diárias, sob pena de haver queda do poder cognitivo. Se sofre de insônia, deixar de utilizar a cama para outras atividades sem ser dormir é um bom começo, pois nosso cérebro deve ser adestrado de modo a assimilar que aquele ambiente é destinado somente ao sono.
CURVA DE ESQUECIMENTO:
1) O segredo está na forma de repetição: devemos ter um calendário de revisões sistemáticas. Só assim aquilo que memorizamos é convertido em memória de longo prazo.
2) Esquecemos 80% do que aprendemos nas primeiras 24 horas. Assim, a revisão deve ser feita dentro deste período na razão de 10 minutos para cada hora de aula/estudo. Na semana seguinte a razão poderá ser de 05 minutos/hora e ao final de um mês de 2 a 4 minutos/hora.
AUTOSSABOTAGEM:
1) A autossabotagem consiste em um induzimento do seu subconsciente a desviar do projeto de estudo para outras atividades mais prazerosas. É muito comum o sabotador interno estimular a gastar o tempo na internet, no telefone, assistindo à televisão, dormindo, etc.
2) A técnica mais eficiente para lutar contra nosso sabotador interno chama-se Técnica do Condicionamento Operante: a solução não é deixar de executar estas atividades que são prazerosas, mas sim controlar como elas devem ser desempenhadas. Ex.: cumprida a meta diária de estudo satisfatoriamente, dê a si mesmo o direito de assistir a um filme no cinema como recompensa. Se não cumprir, perde a recompensa.
3) É importante adotar a técnica supramencionada porque, além de se tratar de um estímulo para os estudos, não deixamos de ter o momento certo dedicado aos deveres, bem como o de relaxamento. Quando não há este equilíbrio acaba ocorrendo a seguinte situação: se somente estudamos, a concentração cai pois passamos parte do tempo pensando no lazer; se somente nos divertimos e descansamos, passamos o momento de lazer pensando nos estudos com aquele sentimento de dever não cumprido e de frustração (ex.: viajar no carnaval levando o vade mecum, que você jamais leria em pleno feriado). Assim, se não há esta conciliação não desempenhamos adequadamente nenhuma de nossas atividades.
* Para assistir ao curso, que é gratuito, clique aqui
Até a próxima parte do resumo!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Pessoal,
Estou assistindo as aulas online do Curso de Memorização ministrado pelo professor Alberto Dell'Isola e resolvi fazer um resumo das dicas de ouro que dá para os concursandos de plantão. Eu estou adorando as aulas, pois descobri que diariamente tomo várias atitudes que eu nem imaginava que seriam nocivas à minha memória. Está me ajudando bastante!
Quem quiser assistir as aulas, que são gratuitas, basta clicar aqui.
Fracionarei o resumo em várias partes, para não ficar muito extenso nem cansativa a leitura, bem como tentarei escrever em tópicos curtos. Segue abaixo a primeira parte.
NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEMÓRIA:
1) "Entender" não se confunde com "memorizar", ambos são processos importantes que caminham juntos e não se excluem.
2) Mnemônica não é fácil, há um preço a se pagar pela adoção de cada técnica de memorização, cujo custo-benefício deve ser avaliado caso a caso - não há um grande segredo infalível para todos os casos.
3) O esquecimento é uma das ferramentas mais importantes do nosso cérebro, é o que nos ajuda a superar as perdas pessoais para conseguirmos seguir em frente. É exatamente por isso que quando um teste gera ansiedade, a primeira reação do cérebro é tentar esquecer a matéria, a fim de nos fornecer bem-estar e qualidade de vida.
4) O cérebro é como uma ferramenta de busca de um computador, ele continua buscando o que lhe foi acionado até encontrar, não adianta pressionar. Assim, se insistimos demasiadamente em lembrar algo, ficamos ansiosos e, como dito acima, não conseguimos recordar. Quando relaxamos e paramos de pensar fixamente naquilo, a resposta finalmente vem à mente. Isto porque a nossa ferramenta cerebral de busca é mais eficiente quando funciona de modo espontâneo. Conclusão: quando der "branco", a melhor coisa a se fazer é pensar em outra coisa (ou mudar de questão quando estiver fazendo uma prova).
5) Quando dominamos bem um tema, não esquecemos. O famoso "branco" acontece em relação a memórias recentemente adquiridas ou que ainda não tiveram a exposição necessária para se converterem em memória de longo prazo. Os temas que realmente entendemos muito bem fazem parte da memória de longo prazo, mais disseminada no córtex cerebral.
6) É crucial observar bem o objeto da memorização.
7) É mais fácil lembrar das coisas por categoria - o professor fez um teste com os alunos e provou que conseguimos pensar em 15 segundos em mais frutas do que palavras iniciadas com a letra "n", embora no dicionário existam muito mais palavras com a letra "n" do que frutas. Isso porque as frutas estão categorizadas e, portanto, armazenadas em uma mesma região do cérebro, sendo mais fácil acionar este banco de dados.
8) A memória funciona através de gatilhos, uma coisa remete a outra e aí por diante. Portanto, é importante trabalharmos com os gatilhos adequados (será melhor explicado mais à frente).
9) São muito comuns dois comportamentos extremamente nocivos à memorização: menosprezar o objeto (achar que é fácil e portanto não esquecerá jamais) e manter pensamentos negativos (achar que nunca vai conseguir guardar determinada informação). Assim, a nossa confiança tem que ser na medida certa, não pode ser 08 ou 80.
Termino por aqui a exposição de hoje. Em breve publicarei a Parte 02 do resumo.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Boa noite queridos colegas concursandos!
Estou aqui hoje para dar uma outra dica de programa de estudo/quadro de horários. Eu já fiz um post com as dicas de como montar seu quadro de horário, inclusive com um modelinho feito por mim, e expliquei o que vocês devem levar em consideração quando forem organizar a rotina de estudo.
Acontece que as dicas que eu dei são para um programa de longo prazo, o que não serve quando o candidato está na reta final de um concurso. Como farei a prova do concurso do TJMG para o cargo exclusivo de bacharel em Direito (que não é o meu objetivo maior, mas pode servir como um degrau até eu conseguir passar naqueles cargos tão almejados), resolvi fazer um plano de estudos de curto prazo para me preparar, que agora dividirei com vocês.
Este programa restringe-se à leitura da lei seca (não há doutrina), isto porque, além de ser imprescindível a leitura diária da lei seca, as provas para estes cargos de analista e técnico costumam se ater apenas à letra fria da lei, com pequenas exceções. Se estes cargos não são o seu real objetivo, acho que não é necessário ler apostilas e doutrina voltadas para estas provas, pois, por ser um estudo mais superficial, pode não ser muito aproveitado no futuro em relação ao objetivo de longo prazo (Magistratura, Ministério Público, AGU, etc.). A leitura da lei seca, por outro lado, é necessária para todo e qualquer concurso, logo, com este programinha você não estará desviando de seus projetos principais.
O que fiz foi dividir o número de dispositivos dos principais diplomas legais de modo que fosse possível completar sua leitura no prazo de um mês, comprometendo-se a cumprir a meta de segunda-feira a sexta-feira. Vejamos:
(i) CR/88 + ADCT: 18 artigos por dia;
(ii) CC + LINDB* (antiga LICC): 104 artigos por dia;
(iii) CPC: 61 artigos por dia;
(iv) CP: 18 artigos por dia;
(v) CPP + LICPP: 42 artigos por dia; e,
(vi) CTN: 11 artigos por dia.
Sei que parece difícil passa o dia lendo somente a lei e deixar a doutrina de lado, cuja leitura é muito mais agradável na minha opinião, mas com alguns dias de esforço você já se acostuma com o ritmo.
Como eu me programei para estudar durante 04 meses, nos 02 primeiros cumprirei este programa (dá para ler as legislação básica duas vezes!) e nos 02 últimos me dedicarei à leitura da legislação especial e esparsa e ao estudo de língua portuguesa.
Obs.: ao final do programa aconselho vocês a fazerem exercícios para treinar e ajudar a fixar o conteúdo.
Quem não aguentar passar o dia todo lendo a lei seca ou não pode se dedicar em horário integral, basta dividir o número de artigos por dois e o programa passará a ser bimestral.
Espero ter ajudado aqueles que sempre ficam em dúvida em relação ao que fazer na reta final.
*Como a LICC (Lei de Introdução ao Código Civil) não se aplica somente ao Direito Civil, mas a todos os ramos do Direito, a Lei nº. 12.376/10 alterou o seu nome para LINDB: Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
*Como a LICC (Lei de Introdução ao Código Civil) não se aplica somente ao Direito Civil, mas a todos os ramos do Direito, a Lei nº. 12.376/10 alterou o seu nome para LINDB: Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Geralmente no início do curso os professores de direito civil alertam para a diferença entre os homônimos remissão e remição, mas sempre vale relembrar seus respectivos significados.
O vocábulo remissão possui dois significados, a saber:
(i) perdão, indulto. Neste sentido, a palavra é muito utilizada em dizeres religiosos (ex.: remissão dos pecados) e no ramo jurídico (ex.: remissão de dívida).
(ii) referência, envio. Nesta acepção, significa que há uma indicação de onde pode ser encontrado determinado tema pesquisado. Ex.: o artigo X faz remissão ao artigo Y.
Remição, por sua vez, significa pagamento, quitação, libertação, resgate, reaquisição. Trata-se da modalidade de extinção de obrigação consistente no pagamento de quantia certa. A remição pode se dar para extinguir uma execução, quando o executado, antes da adjudicação de bens, paga em dinheiro o valor da dívida atualizado e com todos os encargos legais. Pode também referir-se ao resgate de bem sob constrição judicial, mediante pagamento do equivalente em dinheiro.
Quando se fala em remissão, o verbo utilizado é remitir, ao passo em que o verbo referente à remição é o remir.
Assim bem explica trecho retirado do Wikipédia:
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A legislatura consiste no período de quatro anos de exercício das atividades do Congresso Nacional (art. 44, parágrafo único, CR/88), que se inicia com a posse dos parlamentares, correspondendo a seus mandatos eletivos.
A sessão legislativa ordinária, por sua vez, compreende o período que se estende de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro de cada ano (art. 57, CR/88). Trata-se, portanto, do período anual em que ocorrem as reuniões do Congresso Nacional.
A sessão legislativa extraordinária é aquela que, nos moldes do art. 57, §6º, CR/88, ocorre durante o período de recesso parlamentar, convocada para fins excepcionais.
Por fim, os períodos legislativos correspondem aos dois semestres em que é divida a sessão legislativa, separados pelos recessos parlamentares.
Deste modo, a legislatura compreende quatro sessões legislativas ou oito períodos legislativos, enquanto a sessão legislativa é composta por dois períodos legislativos.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Por conta do Princípio da Intervenção Mínima, temos que o Direito Penal deve ser a ultima ratio, ou seja, deve-se recorrer a este ramo do Direito somente quando os demais forem ineficientes em coibir determinada conduta reprovável. Isto porque as consequências jurídicas da aplicação do Direito Penal são muito drásticas, tendo em vista a pena privativa de liberdade.
Não obstante a existência de responsabilização administrativa e civil, muito se tem ouvido falar nas manchetes sobre a quantidade de concursos públicos, exames da OAB, vestibulares e provas do ENEM sob investigação por suspeita de fraude consistente no vazamento do gabarito de questões.
A frequência com que têm ocorrido estes vergonhosos "incidentes" demonstrou a insuficiência dos ramos do Direito Administrativo e do Direito Civil no combate a tais espécies de fraude, o que levou o Poder Legislativo a recorrer ao Direito Penal, aprovando a inserção de um novo dispositivo ao Código Penal, o art. 311-A, que entrou em vigor no dia 15/12/2011 por meio da Lei nº. 12.550.
O art. 311-A criminaliza a fraude em concursos e exames de caráter público, conforme redação abaixo:
DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO
Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do
certame, conteúdo sigiloso de:
I - concurso público;
II - avaliação ou exame públicos;
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às informações
mencionadas no caput.
§ 2o Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 3o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público.
Antes da referida alteração do Código Penal, a divulgação dos gabaritos das provas por pessoa com acesso privilegiado a estas informações era penalmente impunível, pois não havia nenhum tipo penal ao qual a conduta se amoldasse, nem mesmo a falsidade ideológica.
Com a entrada em vigor da nova lei, são puníveis com pena de reclusão de 01 a 04 anos os candidatos beneficiados pelo vazamento dos gabaritos e o funcionário público responsável pela divulgação, a este aplicada a pena em dobro.
Já as colas eletrônicas, quando oferecidas por pessoa diversa das que possuem informação privilegiada acerca do certame, permanecem como figuras atípicas.
Para obter maiores informações sobre a novidade do CP, leia o artigo publicado pelo promotor de justiça (MP/SP) e professor da rede de ensino LFG Rogério Sanches (clique aqui). O texto do professor é de fácil leitura e muito bem explicado.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Todo concursando sabe que para trilhar o caminho para a aprovação é necessário, sobretudo, disciplina e organização e o ponto de partida é elaborar um quadro de horário, que é uma ferramenta que considero indispensável à conciliação entre o nosso estudo e as demais ocupações e necessidades diárias.
Ao montar seu próprio quadro, devem ser levados em consideração alguns fatores:
(i) para se obter um bom desempenho e manter a concentração é de extrema importância a garantia de 08 horas ininterruptas de sono. Se repousamos por tempo insuficiente, o nosso organismo não recupera as energias necessárias para as atividades do dia seguinte. Por outro lado, se exageramos nas horas de sono, a experiência mostra que ficamos mais cansados e desanimados ao despertar.
(ii) é preciso se alimentar adequadamente, pois quando deixamos de nos alimentar a cada 03 horas, a energia que poderíamos estar utilizando para estudar será utilizada para manter o nosso corpo em funcionamento. Resumindo, a falta de nutrientes prejudica nossas funções vitais, comprometendo também o desempenho cerebral.
(iii) é importante reservar um horário na agenda para cuidar da saúde e do corpo, bem como para desfrutar de momentos de lazer com a família, amigos, amores ou até mesmo sozinho. Lembre-se que ter momentos de relaxamento e descontração ajuda a manter o equilíbrio e um psíquico saudável, o que influencia indiretamente na concentração e memorização, já que quem vive estressado acaba não conseguindo manter o foco, pois perde todo o tempo com pensamentos negativos.
Deste modo, partindo da premissa de que devemos dispor de um horário para as atividades de cada setor da vida, podemos montar o quadro de acordo com as peculiaridades de cada um. Se sua jornada de trabalho é de 08 horas diárias, por exemplo, você terá que dividir o restante do tempo entre alimentação, exercício, estudos, lazer e repouso, ao passo em que quem se dedica exclusivamente aos concursos terá muito mais tempo disponível para distribuir entre estas mesmas atividades.
Atenção: quem trabalha não precisa se desesperar, porque, conforme ensinado por William Douglas, não é o tempo que você passa em frente aos livros que define o quanto você realmente estudou, o que importa de verdade é a qualidade do seu estudo naquele tempo em que estiver se dedicando a ele, ainda que seja curto (mas isso será matéria de uma postagem futura).
Bom, passando à parte prática, existem diversos tipos de quadro de horário: semanais, mensais, trimestrais e estáticos (de longo prazo, sem período definido). Como li o livro Como Passar em Provas e Concursos do juiz federal William Douglas (“o guru dos concursos”) e gostei muito, adotei o modelo de quadro de horários da obra, que também está disponível para cópia no site do autor (clique aqui).
O procurador federal e professor da Rede LFG Marcelo Novelino também disponibilizou em seu site pessoal como material complementar um modelo de quadro de horário (clique aqui), porém se trata de um tipo mais elaborado, pois ele sugere que para cada dia do mês sejam estudadas disciplinas diferentes, ao passo em que o modelo do William Douglas é separado por dias da semana (segunda a domingo).
Segue abaixo o quadro do William Douglas preenchido conforme as minhas necessidades como inspiração para outros concursandos montarem seus respectivos quadros.
*clique no quadro para ver a imagem ampliada!
Obs.1: tomando por base leituras de livros sobre dicas de concursos e orientações dos meus ex-professores de cursinho, resolvi estudar da seguinte maneira:
- doutrina e caderno de duas disciplinas diariamente, sendo a cada uma dedicadas 02 horas de leitura, pois conforme estudos, após 02 horas estudando seguidamente, a capacidade de apreensão diminui muito. Assim, a cada 02 horas de estudo, faço uma pausa de, no mínimo, 15 minutos.
- após cada disciplina, reservei 01 hora para exercício de fixação e elaboração de dissertações sobre os pontos mais relevantes estudados.
- como é indispensável a leitura da lei seca, todos os dias leio 02 diplomas legais por 01 hora cada, sendo que tais leis não correspondem às matérias teóricas estudadas no dia.
- Uma vez por semana, dedico 01 hora à leitura de informativos da jurisprudência e 01 hora a leitura extra (obras literárias, revistas de moda, blogs, etc.).
- Às sextas-feiras reservei 02 horas para releitura dos resumos e esquemas que elaborei enquanto estudava ao longo da semana, com a finalidade de fixação das matérias e preparação para a retomada dos temas na semana seguinte.
Obs.2: não preenchi as colunas de sábado e domingo, pois o objetivo é que eu me comprometa com o que defini no quadro. Como nos finais de semana nem sempre é possível estudar, devido aos compromissos sociais, optei por não me pressionar e estudar nos horários em que eu realmente estiver livre durante o final de semana.
Obs.3: meus horários de academia e alimentação foram programados conforme orientação da minha nutricionista.
Obs.4: é interessante preencher o quadro a lápis, pois, caso você veja que não está se adaptando aos horários, o quadro poderá ser facilmente alterado e sem gastar tanto papel.
Espero que tenha ajudado e boa sorte na montagem do seu quadro de horário!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Muito debatem os estudiosos do Direito e principalmente os concursandos, em sede de Mandados de Segurança, acerca da constitucionalidade da exigência de comprovação de atividade jurídica em concursos públicos federais e estaduais.
Há quem diga que a exigência é inconstitucional em relação a outros concursos que não aqueles para as carreiras da Magistratura e do MP, haja vista somente estes serem expressamente alcançados pela EC nº. 45.
Outra discussão diz respeito à contagem do tempo de exercício de atividade jurídica e ao momento em que se deve ocorrer tal comprovação.
Para quem está focado nos concursos, segue a posição da nossa jurisprudência em breves linhas:
- Concursos para Carreiras da Magistratura e MP: constitucional a exigência de comprovação do exercício de atividade jurídica por, no mínimo, 03 anos (arts. 93, I e 129, § 3º, respectivamente), contados da data da conclusão do curso de Direito e não da colação de grau. A comprovação do requisito deve se dar quando da inscrição definitiva no concurso público; e,
- Concursos para as Demais Carreiras Jurídicas: constitucional a exigência de comprovação do exercício de atividade jurídica (eficiência do serviço público), contado o tempo da data da conclusão do curso de Direito. Neste caso, a comprovação deve se dar no momento da posse e não da inscrição definitiva (súmula 266 do STJ).
Atenção: não obstante as orientações jurisprudenciais, não devemos ignorar a lei da respectiva carreira tampouco as previsões editalícias, pois o edital é a lei do concurso.
Espero que o post tenha esclarecido eventuais dúvidas.
Retirei as conclusões supramencionadas de um artigo publicado no site do cursinho LFG, sobre o Informativo nº. 530 do STF – clique aqui para ler a matéria na íntegra.
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